terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TARDE



Oh! vós que respira a poeira da cidade,
Jamais entendereis a doce suavidade,
A música dorida, a estranha nostalgia
Que vem da solidão quando desmaia o dia

Vós nunca entendereis essa rude grande
Essa infinita paz, essa imensa tristeza
Que cai do coração da mata bruta,
Resplandecem no céu os astros palpitando

É preciso viver longe da turba humana,
Longe do mundo vão, longe da vida insana
Para sentir, amar, ouvir essa tristeza,
Que escala, ao por do sol, a maga da alma

Lembrança de Isaura Alves e Silva para Mercês

Lêdo 09/03/1945



( É tão cedo ainda para morrer, mas que émuitomais tarde para viver)

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