domingo, 26 de abril de 2015

PELA VIDA

           (A minha mãe)


Pelas sendas fatais do deserto da vida
Parto triste e sozinho... E no inter mínio enduro
Da maldade e da dor, eu afogo em meu seio,
A crença de encontrar a terra prometida.

Mas, de turva visão e de anseio a anseio,
Nos longes do horizonte, eu vejo inatingida,
A luz que mais se afasta e mais brilha  medida
 Que desdobra meus passos, em suma descreio.

Sob angústias cruéis e miragens de afetos,
No desmaio sem cor da mágoa que alquebrando
Guardo n'alma rolada os males secretos
E choro e clamo a rudeza da vida
Por saber que não tenho na terra abençoada e santa
Por viver a rezar a minha mãe querida



                          07/10/1948
    

CORAÇÃO DE NOIVA





És noiva, agora vês tranquila e sorridente

Florescer   em teu peito o amor brotado

Nos tempos infantis, tão plácidos e inocentes

De caricias sem par, no mais sublime encanto



Teu coração fiel nutre o desejo ardente

De unir-te muito em breve em laço sacro Sato

Àquele que te adora e te ama loucamente alma

Da dúvida cruel já não te aguardas risonho.



 Em cada riso teu renasce uma alegria

E meditando a sós tua alma se estagia

Divisando um futuro a te envolver o manto.



Teu coração de noiva espera confiante

O momento feliz grandioso instante

De ver realizado o mais belo dos sonhos  





A QUEM SE FOI

A QUEM SE FOI

 André Luis


Fostes uma voz ativa
Es hoje um eco de saudade
Que ao meu ouvido penetra
Querendo ouvir com vontade

Adeus as minhas ilusões.
 Fica a imensa saudade
 Deixas comigo lembrança
 De um amor sem maldade

Há quando ti vi partindo
 Para nunca mais voltar
Em segundos me calei
Num meigo olhar expressei
O amor que em mim guardei.

                             1966
   
                                                    Ledjane Farias