domingo, 11 de março de 2012

ESPERA


Autor desconhecido

Tu não vens meu coração porque eu te espero?
E nunca o amor quando esperamos vem.
Quanto mais tardas, mais eu te quero
E se aqui estais eu mais te quero bem...

Espero-te e suponho que ninguém...
Pode reter-te ai, se aqui te espero...
És meu coração e és meu...e meu também
Teu amor onde obedeço e impero...

Mas tu não vens, e eu olho para estrada
Como quem olha para um eterno nada
Ouvindo as aves só sem compreende-las

E ainda te espero á noite escuta e deserta
Até que os olhos eu confundo incerto
Na luz de vaga-lumes e de estrelas...   

Escrito por:
Zulmira Farias

sexta-feira, 2 de março de 2012

LONGE DO OLHOS E DENTRO DO CORAÇÃO



Autor desconhecido

Tão longe estás de mim, tão longe estas.
E não posso esquecer-te um só momento
Vivo dentro da dor e a dor me atras
Porque tu não me sai do pensamento.

É tão  profundo o meu tormento
Não tenho de alegria a doce paz
Com tudo meu amor eu não lamento
Em sentir esta magoa tão mordaz

Não lamento jamais, jamais me queixo
De sofrer hoje assim por te querida
Amo-te muito e nunca mais te deixo!...

Tão longe estais de mim...Que maldição!
Longe dos olhos, sim mais escondido
No meu despedaçado coração.

Copiado por:
Zulmira A. farias
1946


PASSADO... PRESENTE


Autora
Mirtes

Passastes
Sou feliz apesar disto.
Vivo, sonho, trabalho, existo!
E, mesmo fora do meu caminho,
Es ainda luar brilhante
Meu coração feliz mas sozinho


Passaste
Motivos entanto na minha vida,
Feitos maiores, mas  vasta lida
Embora  de meu fado ausente
Sem conheceres és lenitivo,
Es um passado que é presente.

Passastes 
Mas não morrestes!
A tua alma de mim foge,
De te não pode a minha afastar,
Que vale monte, distâncias , hoje
Se tudo isto não pode afetar
A harmonia que um dia fizestes
Grandioso nascer de um imenso amor

Copiado por:
Mª das Mercês 
em 06-10-1948

quinta-feira, 1 de março de 2012

A VOZ DAS COISAS

Autor
Monte Cristso

Amiga, a tua dor me fere tanto, tanto
Que me tira a alegria. Estou triste e isolada
Longe do teu carinho e presa ao meu recanto,
Como um detento à pena  a que foi condenado.

A dor que te magoa e te crucia  tanto
Reflete em meu peito e faz-me um torturado...
Ah! se eu pudesse ao menos enxugar-te o pranto,
Retendo em minhas mãos teu rosto delicado!...

Ouço um grito no espaço: e a voz das coisas... quedo,
Escuto atento em torno nada me faz medo!
Bate meu coração esperançosamente...

E que no meu silêncio um vulto bom me diz:
"Passará teu tormento e abraçarás feliz, 
A querida mulher que te ama doidamente...

Copiado por:
Mercês Cunha
Campina Grande 06-10-1946