domingo, 5 de fevereiro de 2012

ORFÃO


Autor
Decidio Amaral


Ei-la que passa, maltrapilha e triste
Tendo na face a palidez da morte
A riqueza para ela não existe
Órfão, sozinha vive a errar sem norte

Tendo por leito os caminhos
E por todo azul vasto da amplidão
Andando a contar os passarinhos
Os doces beijos da -lhe a viração...

Segue assim a pobre peregrina
Levando os negros sofrimentos seus
Que a morte deste mundo a roubou
Sento santa e pura aos pés de Deus

Mercês Cunha
20-03-1945
Lêdo

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