MEUS CADERNOS DE POESIAS
Estes cadernos de poesias que agora me pertecem foram guardados por muitos anos cuidadosamente. Minha mãe era apaixonada por poesia e as guardou pra mim. Aproveito a oportunidade para passar todas elas "na integra" para você que também gosta de poesia. Com carinho para todos vocês que aqui compartilharem comigo desta preciosidade. Serão postadas também outras poesias que não estejam nos meus cadernos.
quinta-feira, 28 de março de 2019
terça-feira, 19 de março de 2019
A MORTE DE UM CORAÇÃO
Aqui jas um coração
Foi partido insano e ingrato
Todos amores já vividos
Sofreu um triste infarto
Agora não bate mais
Teu sorriso não é capaz
De mudar este relato.
Este coração amou
De forma mui singular
Por isso faleceu jovem
Médico não soube explicar
Descanse em paz coração
Quem teve você na mão
Não soube te preservar.
Poeta: Maurício Lima.
domingo, 26 de abril de 2015
PELA VIDA
(A minha mãe)
Pelas sendas fatais
do deserto da vida
Parto triste e
sozinho... E no inter mínio enduro
Da maldade e da dor,
eu afogo em meu seio,
A crença de encontrar
a terra prometida.
Mas, de turva visão e
de anseio a anseio,
Nos longes do
horizonte, eu vejo inatingida,
A luz que mais se
afasta e mais brilha medida
Que desdobra meus passos, em suma descreio.
Sob angústias cruéis
e miragens de afetos,
No desmaio sem cor da
mágoa que alquebrando
Guardo n'alma rolada
os males secretos
E choro e clamo a
rudeza da vida
Por saber que não
tenho na terra abençoada e santa
Por viver a rezar a
minha mãe querida
07/10/1948
CORAÇÃO DE NOIVA
És noiva,
agora vês tranquila e sorridente
Florescer em teu peito o amor brotado
Nos tempos
infantis, tão plácidos e inocentes
De caricias
sem par, no mais sublime encanto
Teu coração
fiel nutre o desejo ardente
De unir-te muito
em breve em laço sacro Sato
Àquele que
te adora e te ama loucamente alma
Da dúvida
cruel já não te aguardas risonho.
Em cada riso teu renasce uma alegria
E meditando
a sós tua alma se estagia
Divisando um
futuro a te envolver o manto.
Teu coração
de noiva espera confiante
O momento
feliz grandioso instante
De ver
realizado o mais belo dos sonhos
A QUEM SE FOI
A QUEM
SE FOI
André
Luis
Fostes
uma voz ativa
Es hoje
um eco de saudade
Que ao
meu ouvido penetra
Querendo
ouvir com vontade
Adeus
as minhas ilusões.
Fica
a imensa saudade
Deixas
comigo lembrança
De
um amor sem maldade
Há
quando ti vi partindo
Para
nunca mais voltar
Em
segundos me calei
Num
meigo olhar expressei
O amor
que em mim guardei.
1966
Ledjane Farias
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
CANÇÕES MATERNAIS
![]() |
| Independente da idade, ficamos órfãos e nos afastamos como menores abandonados. |
Adauto Barreto
Ainda ouço a tua voz de seda e de veludo
Entoando para mim cantigas de ninar.
Berce luzes que escutava, em embebecido e mudo,
Tal se fosse um pecado o canto teu parar.
A tua voz não tinha a rispidez do agudo
Era o leve da brisa em folhas a passar...
Ouvindo-te cantar eu esquecia tudo
e adormecia, então sob o teu olhar.
A vida continua, Ó Mãe, e sem o teu canto
Não sinto o sabor amargo do quebranto
Porque tuas canções estão nos meus ouvidos
Cerro os olhos e sinto o berço baloiçando,
E tu, Santa Velhinha, Amor de mãe entoando
Cantigas de ninar, baixinho nos meus ouvidos
1961
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
CORAÇÃO DE MÃE
Ama-me muitos? Um dia perguntava
Certa mulher vaidosa ao louco amante seu.
Amo-te muito sim! Não há paixão no mundo
Que possa comparar-se ao meu amor que é seu.
Mais que a tudo no mundo? Oh! jura-o!
Mais que a tudo.
E mais que a tua mãe? sim mais que a minha mãe
Prova-me já então...Mil provas que tu queiras
Juro que as darei, sou teu de mais ninguém!
Pois bem, corre depressa e vai a casa dela
Tira-lhe a vida e traz envolto no teu manto
E a palpitar ainda o coração materno
E assim poderei crer que o teu amor é tanto!
Corre a casa da mãe o filho alucinado
Mata-a de um golpe só, tira-lhe o coração,
Embrulha-o no seu manto, foge espavorido...
Criminoso penhor d'uma infernal paixão
Espavorido sai...na carreira tropeça
E tropeçando cai tão cegamente vem
Machucou-se meu filho? ao monstro perguntava
Uma voz que saiu do coração da mãe.
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