terça-feira, 13 de novembro de 2012

JESUS LUAR DA VIDA


Eu vejo no luar a minha vida
Brilhar como dois sois meu Jesus
Na dor da esperança prometida,
Perdoa os meus pecados, eles me farão juiz

Se alguém conhece a luz que brilha
Mesmo curvado carregando a cruz
Pedirá no sofrimento a trilha
Dos esplendores da divina luz

MEUS OITO ANOS


                                                           
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................


Casimiro de Abreu
AMOR E FELICIDADE


Infeliz de quem passa pelo mundo
Procurando no amor a felicidade
A mais linda ilusão dura um segundo
E dura a vida inteira numa saudade

Faça repleta, o amor no mais profundo intenso
Esconde a jóia da verdade
Só depois de vazia mostra o fundo
Só depois de embriagar a mocidade

Oh! quanto namorado descontente
Escutando a palavra descontente
Que o coração murmura e a voz não diz

Percebe que afinal por seu pecado
tanto lhe falta para ser amado
O quanto lhe basta para ser feliz

segunda-feira, 18 de junho de 2012

FINALIDADE DO AMOR




Uma vaga lembrança eis tudo quanto
Me resta deste amor apaixonado
Que foi na terra o meu maior encanto
E foi na vida o meu maior cuidado

Quantas vezes marcados pelos prantos
Tive os olhos  e o rosto conturbado
Pelo tormento de quero-lo tanto
Pela glória de have-lo conquistado

Era o mundo das minhas fantasias
Onde o catato da felicidade
Vivi horas de grandes alegrias

Home porém ao recorda´la vejo 
Que a evidência da realidade
O amor consiste apenas num desejo

19/19/1949

Mercês Cunha

CATEDRAL DE SONHOS



Este é o plenário mistico e sagrado 
Dos meus sonhos de amor e de ilusão,
Nele vibra o amor divinizado
O amor grande ideal de perfeição

A aleluia saudosa do passado
É o mais divino e bíblico sermão
Do meu interior apostolado
De ventura, crença e ambição

Aqui num mistico puro e terno
A minha musa exorta á Eternidade
É a catedral dos Sonhos que sublimas
Onde o meu  evangelho de saudades
Rezo de joelhos, no missal das rimas

16/08/1950

terça-feira, 29 de maio de 2012

RECORDANDO

                                                        

Autora; Bernadete

Ó minha amiga, que saudade imensa
Daquele tempo que passei contigo
Daquelas tardes de ventura extensa,
Sob os desvelos de um sonhar amigo

A parasita do beiral suspensa,
Como encantava o nosso doce abrigo!...
A vida : um treno , primavera intensa
Santo passado como eu te bendigo!...

Hoje a casinha abandonada e triste
Talvez...eu penso que já não existe
Não mais contém aquele doce encanto

Que nos sorria no viver doutrora,
Quando o teu riso era uma doce aurora,
Doce sorriso divinal e santo!...

domingo, 27 de maio de 2012

DEUS


Autor:
Roberto Mesquita

Um dia a minha Mãe eu perguntei;
Deus existe mamãe? E ela sorrindo
Olhou o azul do firmamento infinito
E o infinito azul do firmamento olhei.

Naquele instante a tarde ia caindo
No poente, em fogo o brilho do Astro Rei
Morria aos poucos realisando a lei
Da natureza ao fim de um dia lindo.

e a minha Mãe me aconchegando ao peito
disse que Deus o Senhor Onipotente,
Era do mundo o Criador Perfeito.

Naquele instante de prazer e calma
Eu vivo a minha vida mais contente
Tendo a impressão que Deus vive e minha alma

Em 27/05/1947



PERDÃO


Perdoa-me por Deus de piedade
Não me guardes o menor rancor
perdoa-me pela tua castidade
Eu te peço pelo meu amor

Fui ingrata demais para contigo
Te procurei para depois te abandonar
jesus se tenho culpa envia-me o castigo
Não fiz por vaidade, nem para humilhar.

Perdoa-me, por meu amor 
que jamais morreu
E pelos anos que meu amor viveu
Perdoa-me por Jesus crucificado

Perdoa a ingratidão que te fiz
Deves esquecer o passado
Não tenho culpa , 
O destinho assim quis!

04-01-1951

IMPOSSÍVEL


Autor desconhecido


Se a minha pena de metal luzente
Não estivesse com a ponta já partida
E se eu tivesse inspiração na mente
Descreveria então a minha vida...

Até mesmo se me viesse a dor que sente
Essa tua alma pelo amor ferida,
Eu tentaria burilar  somente
A negra espinge dessa dor sentida!

E assim  me tornaria eximio artista,
Que desenha com tinta de aquarela
A forma original de uma conquista

Então no altar de teu olhar, oh bela !
E que minha alma com saudade o avista
Eu pintaria essa paixão Stela!...


16-08-1950

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O MENINO JEUSUS



Autor:
Abreu Macedo

Sobre um leito de azul e fronhas de ouro,
Entre lírios de angelica fragrância
Dorme Jesus que pequenino e loiro
Inda sorrir dos anos a inconstância

Eis que baixa do céu o lindo coro
Dos querubins , os seus irmãos de infância
E ali estão na divina estância 
Sobre um leito azul e franjas de ouro

Mas a penumbra é pálida e silente
Como a sombra da morte,
Enluta o ambiente
O vulto esquio da fúnera cruz

Ela se inclina do martírio a lança...
Enquanto dorme os anos de criança
O pequenino e cândido Jesus


Mercês Cunha
16-08-1959




domingo, 20 de maio de 2012


PAI 





Autor: 
Humberto de Campos

 Triturando os pés nos seixos do caminho 
Encostado em seu bordão de pastor
Tostado pelo sol do deserto Maninho 
Chega a tenda do logro o moço Abnegar

O pai! (soluça) 
A mulher que pusestes em meu ninho
Traiu o meu amo e eu traído de dor
Esmaguei com meu pé a flor do teu carinho
Semente do meu lar fruto do teu amor

O semblante do ancião de súbito se encova
No seu olhar de leão há um pranto que não cai
Mesmo na maldição de tão barbara prova

E na tenda do deserto, entra saturno o pai
E  trazendo pela mão sua filha mais nova:
"Es um homem  de bem, 
Toma outra esposa e vai

27-07-46

OLHOS


Olhos de sonhos e mistérios...olhos
Tristes e alegres, lânguidos e vivos
Que provocas no intimo refolhos
D'alma, as dores e os gozos emotivos

Olhos que me surgistes como escolhos
E os meus sentidos tendes já cativos,
Encantadores e assassinos...Olhos
De amor, fé e paixão, motivos

Olhos em cujo brilho feiticeiro
Se divisa a ventura do paraíso
Se entrevê mil prazeres celestiais.

Olhos que desafias o mundo inteiro
Não vos firmeis nos meus, que parco o juízo!
Não me fites assim que me matas!...

C. Grande 28-12-1949
              Mercês Cunha




NO TUMULO

Autor: João Ribeiro

Abre-me a porta  ó meu coveiro amigo
Eu sou filho de Marta abençoada,
E quero ver o lúgubre jazigo
De minha mãe!


Choravam pela estrada
Lagrimantes salgueiros. Uma lousa
Vendo o coveiro a voz amargurada,
Diz: "ei-la a cova onde tua mãe repousa".

_Como  tua mentira me espanta!
Não posso crer alma venal suspeita!
Que o extraordinário amor de mãe tão santa
Possa caber nesta morada estreita

segunda-feira, 30 de abril de 2012

LÁBIOS


Autor desconhecido


Rubros lábios de mel, que num segundo
Mil idéias me das, mil sentimentos...
Vós sois a causa de meu viver no mundo
Entre pesares , ânsias e tormentos

Lábios em cujo encanto assaz profundo
Escondeis os desejos e os lamentos
Vós sois no meu sonhar ao amor oriundo
Dois tiranos formosos e cruentos

Sábios em foma do arco de Cupido!
Cada palavra que soltas, é cada
Seta de amor que um peito faz ferido

Ó lábios tentação! lábios serpente!
Lábios em que minha alma apaixonada
Viveria a beijar constantemente!...
   

C. Grande, 28/12/1949
ULTIMO ADEUS

Autor desconhecido


Tenho bem viva na lembrança,aquela
Tarde estival do derradeiro adeus:
O sol poente como frágil vela,
Cedia á noite as amplidões dos céus

Pálida e triste, mas de face bela
Tendo o crepúsculo nos olhares seus,
Por entre as brumas da distância, ela
Partiu saudosa entre um saudoso adeus 

e ao relembra-la, estou no meu caminho
Arquitetando em sonho o nosso ninho
Na frondosa palmeira da ilusão

Mas ela ingrata não voltou mais
E o pesadelo que o meu sonho traça
É atroz insonia da desilusão.



Campina Grande, 16/08/1950

domingo, 29 de abril de 2012

SAUDADE

Autor desconhecido


Se as pedras falassem
Por certo uma ai diria
As lágrimas que de meus olhos vertiam
Em cima de um ligeiro em chamas 
Onde o seu corpo jazia.

E até de saudades a minha alma sofria
Não levai contigo Senhor, não deixes que eu
Fique chorando com tanto horror

Deixai a minha mãe querida
o meu tesouro de amor,lembrai-vos da orfandade
Que proclamando estou em perder
Um grande tesouro, inesgotável de amor!

Es filho, e vossa mãe chorando também ficou 
Olhai a tantos filhos
Tem piedade Redentor, olhai que no
Seu coração de mãe, grandes saudades suplantou


Soltando um grande gemido
Por toda parte se ouviu
Naquele momento tão triste, 
Como uma santa inspirou

E esses gemidos todos recolhidos
No meu peito explode esta dor, e hoje espalho 
Pelo lajeiro, as saudades deste amor.

domingo, 22 de abril de 2012

CANÇÕES MATERNAIS

Autor;
Adauto Barreto

Ainda ouço a tua voz de seda e de veludo,
Entoando para mim cantigas de ninar
"Beceluses" que escutava, embevecido e mudo
Tal se fosse um pecado o canto teu parar.

A tua voz não tinha a rispidez do agudo,
Era o leve da briza em folhas a passar...
Ouvindo-te cantar eu esquecia tudo
E adormecia, então sob o teu olhar.

A vida continua, hó Mãe, sendo o teu canto
Não sei qual o sabor amargo do quebranto, 
Porque tuas canções estão nos meus sentidos.

Serro os olhos e sinto o berço baloiçando,
E tu santa velhinha, amor de mãe cantando
Cantigas de ninar baixinho aos meus ouvidos   




A POETIZA E O FIDALGO


Autor 
desconhecido


Bem sei que tu me despesas
Bem sei que tu me aborreces
Zombando das minhas preces
com orgulhoso desdem
Mas não suponhas , não creias
Que o teu rigor me consome 
Pois mesmo pobre e sem nome 
Sei desprezar-te também

Bem sei homem, bem conheço
Que fui uma louca em fitar-te
Muito mais louca em amar-te
Sem consultar a razão!
Aquelas doces promessas
Que em teus olhos eu lia
Não eram mais que ironias
Não eram mais que ilusão.

Eu si medir a distancia 
Que nos separa na vida
Tu tens a aurora florida,
Eu tenho as noites cruéis!
Tu tens um monte de flores
Que te alcatifa os caminhos...
Eu trilho em sendas de espinhos
Que dilaceram-me os pés.

Teu vulto passa indolente
Por sobre os fundos prezares,
Tens n'alma os gelos polares
Em vez da luz do Equador!
A bela Vênus de Milo.
Te-la sem braçços os artistas
Mas Deus foi mais egoista
negou-te os fluidos do amor!

Não rias...! Isto é loucura!
Não zombes de uma desgraçada,
Que se não teve passado,
Pode um porvir aspirar
Não rias que da existência,
No dance ignoto infindo,
Quem abre a sena sorrindo 
Encerra o ato a chorar






MARTÍRIO

Autor
desconhecido

Oh! como sofro nesta vida de amargura
Meu coração dos tropeços quase para
Meu frágil peito abalado quase fura
Com as batidas que apunhaladas se compara

Meus pobres pés com sacrifício ainda amparava
Este pesado esqueleto que tortura
Vejo que meus restos de ossos se preparam 
Para dormir na gélida sepultura

Feliz foi aquele tempo que eu andava
Que logo a triste sina me futurava
Para tornar-me nesta triste criatura

14/04/1948

DESTINO INGRATO


Autor:
Luiz Fortunato Gomes

Mesmo caçado deste meu destino 
Procuro aquele que me faz penar
Vem-me a ideia de sê assassino
Não porque  na terra não consiga amar.

Amar? eu quero oh! sim! desde manino
Mas esse amor não vem me acalentar...
Cada vez mais eu fico pequenino
Cheio de magoas, prantos e pesar!

Mas continuo com toda nobreza
Caminho em passos largos pela vida
Certo que possuo uma riqueza

Uma riqueza  oh! sim mora comigo
Enquanto minha magoa jaz perdida
Pulsa em meu coração amigo!


VINGANÇA E ÓDIO

 A nova geração já não proclama
A glória de toda a humanidade
Dispersou-se talvez do seu programa
O simbolo do amor a caridade

A vingança , o terro, tudo se inflama
No coração da nova mocidade
A vida sem sossego, negro drama
Do tormento de magoa e falsidade

A opulência  sem termo se exagera,
Não surge de piedade um só resquício
Que possa minorar a negra espera!

Meu Deus fazei que ente essa gente insana
Eu não careça exposto pelo vicio
Dá proteção da caridade humana!

terça-feira, 3 de abril de 2012

ESTRADA DO AMOR

                                     Autor desconhecido




Partimos juntos, pela estrada afora
Cantando o doce amor que nos sorria
Fomos tristonhos ao nascer da aurora
Fomos felizes ao morrer do dia

Uma ilusão a outra ilusão se ancora,
Dentro de minha alma uma esperança havia
Ao mesmo tempo em que viveu sonhava

Esta ilusão que dentro de mim nascia
No percurso da lubrica jornada,
Tu chegastes a chamar-me meu amado

Eu cheguei a chamar-te minha amada 
Hoje voltamos pela mesma estrada
Sem pensarmos no amor que vai distante
Sem olharmos a límpida alvorada!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

VAI SUSPIRO



Autor desconhecido


Vai suspiro transpondo o espaço vai
Vai lá na Pátria acordar meu bem
Dize-lhe que o amo, que recordo sempre
Dize-lhe tudo, mas não fiques, vem

Vem que  quero perguntar por ele
Se vive trise e se pensando está
Se de mim se lembra, se me ama ainda
Se  meus ais tristes são ouvidos lá

Se veres triste o retrato meu
Que sobre o peito depositado está
Se veres triste a chorar ou rindo
Dize-lhe tudo, mais não fiques vem...




MEUS AMORES


Aqui venho contar os meus amores
Cheio de magoas, cheio de queixumes
São lampejos da luz dos vaga-lumes
Meigos beijos de lindos beija-flores.

Amo ao riso das ternas criancinhas
Amo os mistérios do meu coração
Das virgens de pureza, amo a oração
Amo ao  canto das belas avezinhas

Amo ao longe com alegria matutina
Amo a lua com a tristeza vespertina
Amo uns instantes desta ingrata vida

Porém muito mais amo ao Soberano
Que mora por traz deste azul pai
Com ele está também minha mãe querida.

10-07-1946


Transcrito por:
Zulmira Farias

MINHA ROSEIRA

Autora
Eresita Ribeiro

Plantei um dia a roseira
No jardim do coração,
E foi esta a vez primeira
Que fiz uma plantação

Num terreno quase agreste
Mesmo assim ela pegou
Onde só tinha cipreste
Uma linda roseira brotou

Era nívea perfumosa
Dei-lhe o nome de amor
Desse lindo pé de rosa 
Nasceu somente essa flor

Mas a sorte traiçoeira
levou como faz o vento
Da minha linda roseira
O seu único rebentou

Tentei ainda plantar
Mas nem espinho nasceu
Tornei até agora 
Mas a roseira morreu

O coração é o jardim
Onde nasce uma só flor
Essa mesma para mim
Nasceu, viveu mas murchou

Em 06-10-1948

Transcrito por 
Merces Cunha

domingo, 11 de março de 2012

ESPERA


Autor desconhecido

Tu não vens meu coração porque eu te espero?
E nunca o amor quando esperamos vem.
Quanto mais tardas, mais eu te quero
E se aqui estais eu mais te quero bem...

Espero-te e suponho que ninguém...
Pode reter-te ai, se aqui te espero...
És meu coração e és meu...e meu também
Teu amor onde obedeço e impero...

Mas tu não vens, e eu olho para estrada
Como quem olha para um eterno nada
Ouvindo as aves só sem compreende-las

E ainda te espero á noite escuta e deserta
Até que os olhos eu confundo incerto
Na luz de vaga-lumes e de estrelas...   

Escrito por:
Zulmira Farias

sexta-feira, 2 de março de 2012

LONGE DO OLHOS E DENTRO DO CORAÇÃO



Autor desconhecido

Tão longe estás de mim, tão longe estas.
E não posso esquecer-te um só momento
Vivo dentro da dor e a dor me atras
Porque tu não me sai do pensamento.

É tão  profundo o meu tormento
Não tenho de alegria a doce paz
Com tudo meu amor eu não lamento
Em sentir esta magoa tão mordaz

Não lamento jamais, jamais me queixo
De sofrer hoje assim por te querida
Amo-te muito e nunca mais te deixo!...

Tão longe estais de mim...Que maldição!
Longe dos olhos, sim mais escondido
No meu despedaçado coração.

Copiado por:
Zulmira A. farias
1946