ULTIMO ADEUS
Autor desconhecido
Tenho bem viva na lembrança,aquela
Tarde estival do derradeiro adeus:
O sol poente como frágil vela,
Cedia á noite as amplidões dos céus
Pálida e triste, mas de face bela
Tendo o crepúsculo nos olhares seus,
Por entre as brumas da distância, ela
Partiu saudosa entre um saudoso adeus
e ao relembra-la, estou no meu caminho
Arquitetando em sonho o nosso ninho
Na frondosa palmeira da ilusão
Mas ela ingrata não voltou mais
E o pesadelo que o meu sonho traça
É atroz insonia da desilusão.
Campina Grande, 16/08/1950

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