MARTÍRIO
Autor
desconhecido
Oh! como sofro nesta vida de amargura
Meu coração dos tropeços quase para
Meu frágil peito abalado quase fura
Com as batidas que apunhaladas se compara
Meus pobres pés com sacrifício ainda amparava
Este pesado esqueleto que tortura
Vejo que meus restos de ossos se preparam
Para dormir na gélida sepultura
Feliz foi aquele tempo que eu andava
Que logo a triste sina me futurava
Para tornar-me nesta triste criatura
14/04/1948

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