CANÇÕES MATERNAIS
Autor;
Adauto Barreto
Ainda ouço a tua voz de seda e de veludo,
Entoando para mim cantigas de ninar
"Beceluses" que escutava, embevecido e mudo
Tal se fosse um pecado o canto teu parar.
A tua voz não tinha a rispidez do agudo,
Era o leve da briza em folhas a passar...
Ouvindo-te cantar eu esquecia tudo
E adormecia, então sob o teu olhar.
A vida continua, hó Mãe, sendo o teu canto
Não sei qual o sabor amargo do quebranto,
Porque tuas canções estão nos meus sentidos.
Serro os olhos e sinto o berço baloiçando,
E tu santa velhinha, amor de mãe cantando
Cantigas de ninar baixinho aos meus ouvidos

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