domingo, 20 de maio de 2012



NO TUMULO

Autor: João Ribeiro

Abre-me a porta  ó meu coveiro amigo
Eu sou filho de Marta abençoada,
E quero ver o lúgubre jazigo
De minha mãe!


Choravam pela estrada
Lagrimantes salgueiros. Uma lousa
Vendo o coveiro a voz amargurada,
Diz: "ei-la a cova onde tua mãe repousa".

_Como  tua mentira me espanta!
Não posso crer alma venal suspeita!
Que o extraordinário amor de mãe tão santa
Possa caber nesta morada estreita

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