Oh! tu que vens de longe, oh! tu que vens cansada
Entra, e sob este teto hás de encontrar carinho
Eu nunca fui amada e vivo tão sozinha...
Vives sozinha sempre e nuca fostes amada.
A neve anda a branquear lindamente a estada
E a minha alcova tem a tepidez de um ninho
Entra ao menos até que as curvas do caminho
Se também no esplendor nascente da alvorada
E amanhã quando a luz do sol dourar raiando
Essa estrada sem fim, diserta, imensa má
podes partir de novo, ó madame formosa!
Já não serei tão só, nem iras tão sozinha
Há de ficar comigo uma saudade tua
Hás de levar contigo uma saudade minha.
Copiado por;
Mª das Mercês P. Cunha
Lêdo 20-03-1945
PENSAMENTO
A batalha vencida sem luta
Não tem glória


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