terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DUAS ALMAS



Oh! tu que vens de longe, oh! tu que vens cansada
Entra, e sob este teto hás de encontrar carinho
Eu nunca fui amada e vivo tão sozinha...
Vives sozinha sempre e nuca fostes amada.

A neve anda a branquear lindamente a estada
E a minha alcova tem a tepidez de um ninho
Entra ao menos até que as curvas do caminho 
Se também no esplendor nascente da alvorada

E amanhã quando a luz do sol dourar raiando
Essa estrada sem fim, diserta, imensa má
podes partir de novo, ó madame formosa!

Já não serei tão só,  nem iras tão sozinha
Há de ficar comigo uma saudade tua
Hás de levar contigo uma saudade minha.

Copiado por;
Mª das Mercês P. Cunha
Lêdo 20-03-1945



PENSAMENTO


   A batalha vencida sem luta
Não tem glória








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