Flávio Rosal
Não maldigo, meu Deus o isolamento
Nem as tristezas deste mundo insano,
Pois a vida consiste em desenganos,
E sobre ele o voraz esquecimento.
Não maldigo se quer este tormento
Que me punge subtil e nem profano
D'aquele que se leva por engano,
Esquecendo da vida o sofrimento
Sigo a cumprir assim a lei do fado
Já não importa o meu futuro estreito
E as estreitas desse meu passado...
Só maldigo, meu Deus , a triste sorte
De viver neste mundo contrafeito
Inda ter em resumo a negra morte

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